Quem sou eu

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Letra a letra e as aspas e reticências que a vida tem serão esboçadas aqui. Por quê? Já dizia Clarice Lispector, "Porque há o direito ao grito. Então eu grito". Só quero dividir as doçuras e azedumes, as rosas e espinhos que vou encontrando na Roseira da vida. Rosas pra você.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

QUANDO O AMOR É TUDO
 


Não é difícil imaginar como seria nossa vida daqui alguns anos. Tenho só pensamentos dourados quando penso em nós dois. Uma vida cheia de sonhos realizados, corações acelerados e muito brilho no olhar. Não queria mais nada pra gente. Só isso bastaria. E seríamos felizes desse jeito.

Complexo é arquitetar a vida longe de quem ocupa grande parte dela, ou na melhor das hipóteses, quem ocupa tudo. O que eu faria por exemplo, se não ouvisse a voz dele todos os dias antes de dormir? Não consigo encontrar algo que possa preencher essa lacuna que ficaria no lugar. Não poder abraçá-lo seria como me negar o direito de ter paz. E eu jamais sobreviveria sem ela. Se me falta-se o sorriso dele, sem dúvida faltaria o meu também. Quanto pode valer uma vida sem motivo pra sorrir?

Quando a gente encontra quem faltava pra deixar tudo perfeito, não tem mais jeito de achar perfeição em outro lugar. Me faltaria o cheiro dele, tão familiar, tão parte de mim. Me faltaria alguém á quem eu pudesse contar as monotonias do meu dia, e me faltaria alguém que se importasse.

Morreriam os sonhos. E só.

Difícil entender o tamanho da dor se eu não pudesse mais voltar para o coração dele e se lá já não restasse mais espaço pra mim. Eu ficaria como quem não tem mais lugar no mundo. Entende?

Quando o amor de alguém é tudo o que você tem nada vida, a possibilidade de perdê-lo é dor que não se pode medir. É a vontade aguda e insistente de abandonar o próprio corpo por um tempo, porque dentro dele é o único lugar que você não consegue estar.

Mas não é possível abandonar-se. Não é possível se deixar, tirar férias da gente mesmo e parar de sentir, de se importar e de se doer. Então a gente continua sentindo, e se doendo, e se perguntando: Será que um dia isso passa?

Talvez a resposta seja vaga, mas a única que encontrei até agora: Um dia não existe pra quem ama e quem sofre tem seu coração congelado antes mesmo que tudo tenha a chance de passar.


 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

 
Pesos Desnecessários
 
 
 
 
Nem sempre  a vida é leve como uma pena ao vento. Cansa-se quem espera que ela sorria e mostre a direção correta à ser percorrida.
 
As vezes é preciso apostar no próximo passo e é preciso torcer para que ele nos leve ao cume de nossos sonhos.
 
É difícil entender onde realmente queremos chegar. Esta, é a indecisão mais brutal e covarde que carregamos dentro do peito.
 
Acredite, a gente jamais pode se permitir carregar pesos desnecessários no peito. Por nada, nem ninguém.
 
Quando a balança pende para o lado que nos esconde o sorriso é preciso se desfazer. É preciso arrancar de dentro da gente tudo o que nos impede de bater asas rumo ao que nos faz simplesmente melhor.
 
Não corra o risco de olhar para traz e constatar que o passado está logo ali, ou que o passado está aqui, pesando o presente e prendendo os seus passos para o futuro.
 
Algemas e pesos nem sempre são visíveis. É preciso  muita coragem para enxergar e dolorosamente arrancar da vida aquilo que erroneamente acreditamos ser essencial.


domingo, 30 de junho de 2013

Plenitude e Amor
 



Foi quase sempre assim. Aquele emaranhado de tecido branco, sempre tão brilhante e tão puro nunca passou despercebido por mim.

Uma paixão que surgiu em algum momento em que eu não posso recordar. Talvez tenha se originado dos contos de fada, dos finais “felizes para sempre”, das princesas e dos príncipes que eu lia nos livros infantis.

Acho ainda que desde muito pequena eu entendia que não era apenas um vestido, que não era apenas a cor branca que se destacava de longe entre qualquer outro modelo na vitrine. O que me encantava mesmo era a Plenitude. Era o significado de todo aquele tecido caro, de todas as pedras bordadas  à mão, de todo o tempo e investimento.

Vestidos de noiva eram especiais. Eram únicos.  Eram o símbolo de uma história. E desde então, pra mim, passaram a representar o amor, a decisão da união e o fim de uma fase que eu naquele momento ainda não podia imaginar como seria.

Foi muito pequena que eu entendi que vestidos de noiva eram uma espécie de portal. Era o lugar em que toda garota gostaria de chegar. Não falo de todo aquele tecido branco. Falo de Plenitude e Amor.


 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Quando Ele Acordar
 
 
 

Bom dia Amor,

Só queria te dizer que apesar de toda a tempestade e de todos os sentimentos afogados neste mar de palavras revoltas, o meu amor, o nosso amor, nunca mudará.

Fiquei aqui durante horas esperando você abrir os olhos. Queria que visse que estou perto. Apesar de tudo e de todos, eu sempre estarei. Lembra quando concordamos que a cada dia que passasse nosso amor se tornaria maior? Estou aqui pra te dizer que apesar dos pesares, acordei te amando mais.

Abra os olhos e diga “eu também”. Diga que a bonança se instalou entre nós agora.

E eu te direi, “eu sei”.
Eu volto
 
 
Perguntaram-me como estou. Respondi sem rodeios: Estou indo.
Indo para algum lugar que entenda minha pressa de viver e minha ingênua liberdade impregnada, cravada no meu peito.
Não escolhi ser assim. Apenas recebi essa sentença. Recebi a ordem de não aceitar o domínio, de não baixar a cabeça para aquilo que não me faz bem, de não me aliar ao que me retém.
Aqui são tantas regras, setas apontando para lugares que não são meu cais. São frases imperativas sem sentindo que eu não consigo entender, que eu não consigo aceitar.
Estou indo para onde haja sol nos dias de chuva. Sol, estrelas e flores, tudo dentro de mim. Indo para o encontro com a paz e o aconchego, para o desejo de dias mais favoráveis.
Levo na bagagem meus sonhos e a saudade de tudo que ficará para trás. Volto quando me curar.


quinta-feira, 14 de março de 2013


Era pra Sempre




Aquela história de que era pra sempre, fica guardada em algum lugar que a gente sabe onde fica, mas não quer mais encontrar. A gente se depara com aquela frase boba que insistia em dizer que jamais faria sentido. O pra sempre, sempre acaba.

Mas como se não bastasse esse choque de realidade, você descobre e vivencia que o pra sempre não acaba em sincronia com o outro. Ele é solitário. Sempre deixa alguém com um “pra sempre” pulsando vívido no coração.

E é um pulsar insistente, que grita e arde pra não se deixar esquecer. Amar sozinho é enfermidade que não tem remédio, não tem diagnóstico confiável. O que resta, é confiar no tempo. No imprevisível e abstrato tempo.

Confiar. Está aí a palavra que todo aquele que já sofreu desconfia.
 
 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

 
Novo Endereço
 



Acho que no final das contas, estamos sempre voltando para casa. Estamos sempre voltando para o nosso refúgio, aquele lugar em que podemos retirar a armadura e simplesmente ser. O nosso universo, o lar.
 

Sempre acreditei que casa é onde o coração está. Sim. Estamos sempre voltando para os lugares que acolhem o nosso coração.
 

Casa é o ninho que nos acalenta, e que ultrapassa as barreiras do espaço físico. È o sentimento de completo conforto e a certeza de estar no único lugar que pode lhe trazer paz.

 
A gente está sempre voltando pra casa. Para o abraço que acolhe, para o sorriso sincero, para a palavra que orienta nossos atos, para a voz que embala o nosso coração.
 

Estamos sempre voltando pra casa. E ela as vezes muda de lugar, muda de endereço.Você sente isso, quando o corpo precisa voltar  mas o coração fica, se recusa a seguir adiante. É neste instante que você entende que o seu coração encontrou outro lugar para morar.