Quem sou eu

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Letra a letra e as aspas e reticências que a vida tem serão esboçadas aqui. Por quê? Já dizia Clarice Lispector, "Porque há o direito ao grito. Então eu grito". Só quero dividir as doçuras e azedumes, as rosas e espinhos que vou encontrando na Roseira da vida. Rosas pra você.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

 
 
E então, num domingo à tarde caminhando nas ruas de um parque sem graça você se da conta que encontrou, finalmente encontrou quem fará seu coração suspirar por muito tempo.
E você olha pro céu. Não para agradecer, mas para o dia nublado e sem cor que te dá a certeza de que é ele, sim, é Ele. Porque seu coração continua feliz mesmo sem o sol, e continua saltitando como uma criança com brinquedo novo e ao mesmo tempo, calmo como um dia de férias ao balançar de uma rede de descanso. Dentro de você toca uma música doce e serena de John Mayer. As batidas do coração, o barulho do vento nas árvores, tudo dança no mesmo compasso.

Você olha pra ele e ele sorri. Simples como caminhar, mas intenso, vivo.  É incrível sentir o inexplicável. É bobo e é complexo.
E quando ele, lá das alturas te abraça e te faz flutuar numa tentativa, talvez, de chegar ainda mais perto, você agradece a quem quer que seja por estar ali, com ele, naquele momento.

Ele passa as mãos no cabelo num gesto habitual e você acompanha com os olhos, cada fio. E você pensa: Ele é bonito demais pra alguém com o coração tão lindo também. Sem drama, tenho certeza que isso é poesia.
E então você acredita, a vida gargalhou pra você, mesmo. 
 
É lindo, eu sei. Mas toda essa perfeição, acredite, vai te decepcionar muitas vezes, e você vai odiá-lo por isso, muito.

Talvez odeie por uma hora ou quem sabe duas quando a raiva for daquelas bem grandes, mas vai passar. Porque você o encontrou. Entre tantos outros você o reconheceu e isso explica tudo. Uma explicação que só vocês dois entendem. Um enigma desvendado, abstruso, acabado e afável.

 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Por amor as causas perdidas
 
 
 

Há quem tenha medo de arriscar, de se envolver em nós apertados e perder o controle do tempo que vem depois.

Medo mesmo a gente deveria ter do incompleto, daquilo que quase foi e que fica martelando dentro do peito com mil pontos de interrogação.

Deveríamos ter medo de pouca vida, de emoções contidas e desejos reprimidos.

É tanta história que se perde entre nãos e suposições, entre a falta de certeza, de clareza das palavras e franqueza no olhar que chego a lamentar as causas perdidas.

Olha, não é por piedade, mas quem já perdeu o que nunca mais poderá ser recuperado merece da vida um abraço apertado e amor pra curar. Cada um sabe a perda e o peso que carrega. Só não sabe até quando ou se um dia vai passar.

Pensamentos assim como o vento são imprevisíveis. Alguns desaparecem e outros jamais são esquecidos. Geralmente os que doem mais, as perdas irreparáveis. Fragmentos de nós que ficam pra trás quando já não á tempo de voltar. A vida não para, lembra? Não se pode pedir calma.

Seja a hora ou o amor da sua vida, perder nunca será bom. Nada que é arrancado da gente pode ser. Sei lá, de certa forma o que se perde fica pra traz e a vida segue do mesmo jeito. As vezes um pouco sem jeito, mas segue do jeito que dá, faltando pedaços, cambaleando entre um passo e outro.

 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

AQUELE APERTO NO PEITO 
 

Talvez lá no fundo, atrás daquele sentimento ameno de que tudo está como deveria ser, exista a inquietação que não te permite cessar a busca.
Quando o olhar se perde no infinito e o sorriso precisa ser lembrado que seu dever é estampar o rosto, vale repensar se as coisas estão mesmo em seu lugar.
Devagar o mundo muda. A gente muda também.
Talvez você perceba que é outro e que está á quilômetros de distância daquela pessoa munida de felicidade que um dia foi. Ou quem sabe seja tomado pela certeza e lucidez de que a vida foi boa demais com você.
Sim. São os momentos de reflexão que surgem como um aperto no peito, uma inquietude que precisa ser ponderada. É o intervalo que se instala para que a gente entenda se deve dar meia volta ou seguir adiante com passos firmes e seguros. Às vezes não tão seguros assim.
Talvez você se pergunte o que acontece quando não se atende a este aperto no peito. A ninguém cabe a definição das coisas, mas ouso achar que a gente se perde da gente mesmo e fica por aí, como quem não enxerga o colorido do mundo. Por isso, meu conselho: não se perca.


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Amor Maior
 
 
 
Hoje faz 26 anos que ele é parte da minha vida. Não lembro o dia em que nos conhecemos, só sei que não é possível encontrar um único minuto em que eu o tenha odiado.

Sempre foi amor e mais nada. Amor na sua forma mais pura. Daqueles que valem mais que sua própria vida, sabe?

Por vezes desejei ter o poder de poupá-lo, colocá-lo em uma redoma de vidro onde nada nem ninguém pudessem lhe causar mal. Mas não tive esse poder.

A gente cresce e se machuca. Erra e aprende a levantar. Às vezes não aprende.

O sorriso dele sempre foi minha alegria, resposta as minhas orações. E eu sempre pedi muito. Proteja, guie, acalente. E ainda peço.

26 anos se passaram desde que a gente se viu pela primeira vez e que estes laços invisíveis que hoje nos unem se amarraram. Saudade do meu companheiro de vida. Saudade que já dura um tempão.

Hoje eu só queria abraçá-lo bem forte e dizer: Eu continuo te amando. 
 
 
 
 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

QUANDO O AMOR É TUDO
 


Não é difícil imaginar como seria nossa vida daqui alguns anos. Tenho só pensamentos dourados quando penso em nós dois. Uma vida cheia de sonhos realizados, corações acelerados e muito brilho no olhar. Não queria mais nada pra gente. Só isso bastaria. E seríamos felizes desse jeito.

Complexo é arquitetar a vida longe de quem ocupa grande parte dela, ou na melhor das hipóteses, quem ocupa tudo. O que eu faria por exemplo, se não ouvisse a voz dele todos os dias antes de dormir? Não consigo encontrar algo que possa preencher essa lacuna que ficaria no lugar. Não poder abraçá-lo seria como me negar o direito de ter paz. E eu jamais sobreviveria sem ela. Se me falta-se o sorriso dele, sem dúvida faltaria o meu também. Quanto pode valer uma vida sem motivo pra sorrir?

Quando a gente encontra quem faltava pra deixar tudo perfeito, não tem mais jeito de achar perfeição em outro lugar. Me faltaria o cheiro dele, tão familiar, tão parte de mim. Me faltaria alguém á quem eu pudesse contar as monotonias do meu dia, e me faltaria alguém que se importasse.

Morreriam os sonhos. E só.

Difícil entender o tamanho da dor se eu não pudesse mais voltar para o coração dele e se lá já não restasse mais espaço pra mim. Eu ficaria como quem não tem mais lugar no mundo. Entende?

Quando o amor de alguém é tudo o que você tem nada vida, a possibilidade de perdê-lo é dor que não se pode medir. É a vontade aguda e insistente de abandonar o próprio corpo por um tempo, porque dentro dele é o único lugar que você não consegue estar.

Mas não é possível abandonar-se. Não é possível se deixar, tirar férias da gente mesmo e parar de sentir, de se importar e de se doer. Então a gente continua sentindo, e se doendo, e se perguntando: Será que um dia isso passa?

Talvez a resposta seja vaga, mas a única que encontrei até agora: Um dia não existe pra quem ama e quem sofre tem seu coração congelado antes mesmo que tudo tenha a chance de passar.


 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

 
Pesos Desnecessários
 
 
 
 
Nem sempre  a vida é leve como uma pena ao vento. Cansa-se quem espera que ela sorria e mostre a direção correta à ser percorrida.
 
As vezes é preciso apostar no próximo passo e é preciso torcer para que ele nos leve ao cume de nossos sonhos.
 
É difícil entender onde realmente queremos chegar. Esta, é a indecisão mais brutal e covarde que carregamos dentro do peito.
 
Acredite, a gente jamais pode se permitir carregar pesos desnecessários no peito. Por nada, nem ninguém.
 
Quando a balança pende para o lado que nos esconde o sorriso é preciso se desfazer. É preciso arrancar de dentro da gente tudo o que nos impede de bater asas rumo ao que nos faz simplesmente melhor.
 
Não corra o risco de olhar para traz e constatar que o passado está logo ali, ou que o passado está aqui, pesando o presente e prendendo os seus passos para o futuro.
 
Algemas e pesos nem sempre são visíveis. É preciso  muita coragem para enxergar e dolorosamente arrancar da vida aquilo que erroneamente acreditamos ser essencial.


domingo, 30 de junho de 2013

Plenitude e Amor
 



Foi quase sempre assim. Aquele emaranhado de tecido branco, sempre tão brilhante e tão puro nunca passou despercebido por mim.

Uma paixão que surgiu em algum momento em que eu não posso recordar. Talvez tenha se originado dos contos de fada, dos finais “felizes para sempre”, das princesas e dos príncipes que eu lia nos livros infantis.

Acho ainda que desde muito pequena eu entendia que não era apenas um vestido, que não era apenas a cor branca que se destacava de longe entre qualquer outro modelo na vitrine. O que me encantava mesmo era a Plenitude. Era o significado de todo aquele tecido caro, de todas as pedras bordadas  à mão, de todo o tempo e investimento.

Vestidos de noiva eram especiais. Eram únicos.  Eram o símbolo de uma história. E desde então, pra mim, passaram a representar o amor, a decisão da união e o fim de uma fase que eu naquele momento ainda não podia imaginar como seria.

Foi muito pequena que eu entendi que vestidos de noiva eram uma espécie de portal. Era o lugar em que toda garota gostaria de chegar. Não falo de todo aquele tecido branco. Falo de Plenitude e Amor.